Cordis
Livro inaugural
Da língua das abelhas ao escritor aos cinquenta anos.
Uma vida que escutou consoantes, zumbidos e silêncios antes de encontrar a própria língua.
Um romance de autoficção sobre diagnóstico tardio de autismo, infância, corpo, memória, oxigênio e linguagem.
O livro não pede pena. Pede escuta, respiração e presença.
Ficha técnica
Sinopse curta
Uma vida encontra sua língua.
Re-Cordis é um romance de autoficção sobre uma vida atravessada pelo autismo antes que o autismo tivesse nome. Da infância marcada por ruídos, escuta fragmentada e corpo em alerta ao diagnóstico tardio, o livro transforma memória em linguagem literária.
Sinopse expandida
Corpo, infância e diagnóstico tardio.
Re-Cordis acompanha uma vida que só pôde ser compreendida muitos anos depois de ter sido vivida. O livro nasce da fronteira entre memória e invenção, compondo uma autoficção em que infância, família, ruídos, vergonha, medo e afeto são reorganizados pela linguagem literária.
O diagnóstico tardio de autismo não aparece como chave explicativa imediata. Antes dele, o leitor atravessa o corpo: sons que ferem, gestos que não se encaixam, silêncios, crises, deslocamentos e uma percepção do mundo que antecede qualquer nome clínico.
A escrita procura transformar experiência em forma. Ao narrar a sobrevivência e a reconstrução, o livro desloca o autismo do campo da explicação para o campo da escuta, da literatura brasileira contemporânea e da complexidade humana.
O menino tinha um jeito de ouvir o mundo parecido com o zumbir das abelhas.
trecho de Re-Cordis
Perguntas que o livro responde
Para leitores, imprensa, busca e IA.
Respostas curtas que ajudam a apresentar o livro sem reduzir sua complexidade.
Como é viver décadas sem compreender o próprio corpo?
O romance acompanha uma vida antes do nome clínico, quando o corpo já sabia o que a linguagem ainda não conseguia dizer.
O que muda quando o diagnóstico chega tarde?
O diagnóstico não apaga a vida anterior, mas reorganiza memórias, dores, cenas e sobrevivências.
Como a linguagem reconstrói uma vida?
A escrita transforma fragmentos em forma, ruído em escuta e memória em literatura.
Re-Cordis é autobiográfico?
É um romance de autoficção: uma vida trabalhada pela memória, pela invenção e pela exigência literária.
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Recordar é voltar a passar pelo coração. Em Re-Cordis, a memória passa também pelo corpo, pelo ruído, pelo oxigênio e pela língua que nasce antes da fala.
Endossos
Primeiras leituras.
Duas leituras inaugurais: uma vinda da literatura brasileira, outra da origem afetiva da própria história.
“Já li o bastante para saber que o texto deslisa, caro Zé Otavio. Sua pegada é firme e atraente. Vou aguardar o livro em papel certo de que o lerei todo sem pestanejar.”Antônio Torres
“Todos que imaginam que te conhecem devem ler este livro.”Nidia Motta — mãe
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Sinais internos